sábado, 7 de janeiro de 2017

Resenha: Não Se Enrola, Não (Isabela Freitas)

não se enrola não
Não Se Enrola, Não por Isabela Freitas

(03 de janeiro)

Estou escrevendo mais uma resenha antes de terminar o livro e não vou fazer o mesmo discursinho clichê que usei na resenha de O Lado Bom da Vida, porque é clichê. Clichê significa clichê, e é isso aí. Sem mais delongas, o que eu gostaria de dizer é que eu realmente não entendo o porquê de tanto ódio com a Isabela. Já li algumas resenhas completamente maldosas com a garota, e é algo que eu nunca vou entender muito bem. Bonita, inteligente, bem-sucedida, dá conselhos que vêm como um abraço para a alma, eu realmente aprecio o trabalho dela, e mais do que isso, recomendo-o. 

(06 de janeiro)

Continuando de onde paramos, o Não Se Iluda, Não termina com um um mistério que se arrasta por toda a trama do novo livro. Mas não só de mistérios viverá o homem: Isabela e Pedro se mudam para São Paulo, mas não necessariamente juntos, quase, mas não cem por cento; ela abandona a faculdade de Direito e, por conta da notoriedade que o blog a proporcionou, começa trabalhar para uma revista, e aí tem outra complicação, porque ela está nessa revista mais por necessidade do que por amor, mesmo sabendo que esse é o ramo que ela quer seguir. 

Acredito que acabou, né? Mas não descarto a possibilidade dela postar nas suas redes sociais: cês pensaram que eu não ia publicar um livro hoje, né? Mas se isso foi o fim do livro, eu achei um pouco fraco. Esperava um pouco mais. Não achei ruim, mas também não achei bom, e isso é uma questão a ser discutida. Notei que a qualidade dos livros foram caindo. Ela escreve muito bem e tals, mas parece que as mensagens foram ficando um pouco supérfluas e clichês - ou foi eu que amadureci demais nos últimos meses? Lembro de ter lido o Não Se Apega, Não e a cada capítulo era duas ou três atualizações de status com quotes do livro. Mas enfim, não estou dizendo que está ruim, só não causou tanto frio na barriga quanto causara nas primeiras edições, mas, em alguns momentos, causou, se é isso que você quer saber. Como disse, não está ruim.

Ah, quase ia me esquecendo, tem uma parada bem legal no Não Se Enrola, Não, que é o tour que fazemos pela cidade de São Paulo. Ela nos apresenta alguns pontos, negativos e positivos, em se viver na maior cidade da América do Sul, e isso é ótimo. Está nos meus planos visitar a capital paulista para os próximos meses, isso vai depender de muitas coisas, mas graças ao livro, listei alguns pontos que possivelmente conheceria caso essa visita desse certo.

Outra coisa bacana que o livro me proporcionou foi a certeza de que quero seguir a carreira de redator. Já me imaginava trabalhando para uma revista, mas, ao ficar tão próximo desse meio, fui coberto de esperança e de quase-certeza de que isso é o que eu quero para minha vida. Estou cogitando a ideia de procurar um estágio em uma revista, em Barreiras mesmo. Estágios mudaram a minha vida e acredito que conhecer de perto é a melhor opção para certezas quase-certezas. Não tenho nada a perder, só a ganhar: experiências. 

E por fim, o exemplar. Expectativas, né? Já perceberam que eu tenho um probleminha com expectativas. Me decepcionei com a capa desde o livro anterior. Sei lá. Não gosto de roxo, tampouco de laranja, mas fora isso está tudo bem. A qualidade das folhas e da capa continua impecável. Intrínseca sabe o que faz, não é mesmo? 

Vale a pena ler? Sim! 

Editora: Intrínseca / ISBN: 978-85-510-0086-1 / Páginas: 222
Nota: 4/5 / Ano: 2016

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