quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Noite por Jéssica Borges

Åke Mattas, sleeping (1962)
Åke Mattas, sleeping (1962)

Ela vem, veio, virá... Às vezes suave, às vezes de forma bruta, às vezes precisa, às vezes inesperada, às vezes nem você desejada, e, se desejada, ainda assim, dói. E como dói. Sua presença dilacera um diamante, derruba até gigante. Se te beija, te rouba tudo. Seu último suspiro. Sua última lembrança. E não só a sua, mas a esperança de todos que se agarram naquela moça chamada Fé. Ela não tem piedade, não tem pena, não se comove com a sua cena, não escuta seu clamor. Há quem diga que é surda. Mas seja como for, cuidado por onde andas. 

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