sexta-feira, 6 de maio de 2016

Ülevus: Moda Genderless

Ülevus
Ülevus: Camisa Rozë - Caio Paulo e Nérida Cocamáro - Fotografia: Paola Penna


Há um tempo venho pensando na possibilidade de escrever sobre o sem gênero. Pesquisei bastante sobre o tema e conversei com quem entende do assunto para montar algo objetivo sem deixar nada à margem porque existem muitas coisas interessantes a serem discutidas.

Eu vou dividir em duas partes, em duas postagens sobre genderless, e nessa primeira, você poderá ler a entrevista na íntegra com a maravilhosa Larissa Rodrigues, da maravilhosa Ülevus.

Entrevista - Ülevus


Quantos anos você tem?

Tenho 21 anos. 

De onde você é?

São Paulo - SP.

Você tem formação na área? 

Fiz dois semestres de moda, entretanto, não me identifiquei com o que era lecionado e abordado em sala de aula. Boa parte do que sei foi basicamente aprendido de maneira autodidata.


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Ülevus: Camiseta vestido cinza - Caio Paulo e Larissa Rodrigues - Fotografia: Paola Penna


Quem ou quais são suas inspirações?

Tudo, de alguma forma, acaba me inspirando. Tanto direta ou indiretamente. Há algo para aprender em tudo que for observado.

Quando surgiu a Ülevus?

A ideia surgiu em 2014. Nesta época, iniciamos a jornada de pesquisa para ver se era um campo viável e, em seguida, montamos o plano de negócio. Em 12 de outubro de 2014, nós finalmente abrimos a loja para compras online. Desde aquela época aplicando o conceito sem gênero.

O que significa Ülevus?

É uma palavra com uma fonética bonita. Achamos um nome fácil e simples de lembrar.

De quem partiu a ideia de criar a marca?

Eu estudava moda e minha namorada estava fazendo Rádio e TV. Na época, eu já me indignava com o padrão da indústria e me sentia infeliz com cada comentário relacionado à identidade de gênero. À vista disso, nós decidimos criar uma marca sem gênero e começamos fazendo camisas com a modelagem que caísse bem em qualquer pessoa.

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Ülevus: Camisa Rozë - Caio Paulo e Nérida Cocamáro (interna) - Fotografia: Paola Penna


Desde quando a arte está na sua vida? 

Tive o primeiro contato direto com arte aos meus nove anos de idade, quando comecei a fazer Ballet e, por influência das aulas e da minha professora, comecei a escutar Beethoven. A arte está mais viva em meus dias atuais, já faz alguns anos que estudo sobre moda e, por influência da minha namorada, acabo estudando cinema junto com ela.

Quando você passou a focar no unissex? Por que passou a focar nele? 

Passei a focar na moda sem gênero desde o início. Acredito que você não se encaixar em um padrão social te tira obrigatoriamente da caixinha. Sou gay, tenho amigos gays e héteros que não se identificam com o que o mercado praticamente nos obriga a consumir.

No imaginário social, existe uma correspondência "natural" entre o sentir-se homem (sexo) e ser masculino (gênero), e o sentir-se mulher (sexo) e ser feminina (gênero), dando a impressão de que existiria uma relação direta e natural entre corpo anatômico e identidade de gênero, o que não é real se for levar em conta toda a subjetividade do ser humano.

Qual a importância das suas coleções genderless?

Nossa última coleção se chama Odut e fizemos uma linha extensiva dela chamada Odut-mono, só com peças  monocromáticas. Esta última se tornou extremamente importante para nós por destacarmos mais ainda o conceito sem gênero e, finalmente, arriscarmos mais por saber que o consumidor estava aberto a essa mudança.

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