terça-feira, 31 de maio de 2016

Alice Através do Espelho

Alice Através do Espelho
Imagem: reprodução
Lide e supere o fato de que essa continuação foi realmente desnecessária e, assim, não perderemos tempo com um tópico que está tão supersaturado nas críticas por toda a internet. Como não temos como fazer com que o filme "desexista", falarei sobre todo o resto sem ficar, a todo instante, usando conjunções adversativa para acrescentar esse pequeno detalhe - sim, porque, mesmo que essa continuação seja desnecessária e tenha alguns pontos negativos, ela tem muitas coisas bacanas também. 

O meu primeiro contato com Alice não foi através do primeiro filme, de 2010, dirigido por Tim Burton, mas por meio do livro de Carrol Lewis. Claro, eu já tinha ouvido falar sobre Alice no País das Maravilhas, mas eu só o li em 2014, e sinceramente eu achei uma porcaria. Em contrapartida, depois de assistir ao spin-off de Once Upon a Time in Wonderland, eu logo busquei pelo filme e descobri que o que faltava no livro era ação e, talvez, um pouco mais da minha imaginação resolveria esse problema (ou o livro é mesmo muito ruim e eu estou querendo suavizar a minha crítica?). 

Leia também:


*Crítica: Zootopia

*Crítica: Mogli: O Menino Lobo (2016)


Após regressar da China de uma longa viagem à negócios como capitã do navio do seu pai, Alice encontra Absolem no meio de uma confusão em um baile de gala, no qual o seu futuro como capitã seria decidido. Seguindo a ex-lagarta, porque, pasme, lagartas viram borboletas com o tempo, Alice encontra outra forma, através de espelhos, de entrar no Mundo das Maravilhas. 

Esse não é o meu gênero favorito, mas Alice Através do Espelho conseguiu me cativar e não me deixou com dúvidas alguma - ao contrário de muitos filmes nonsense por aí. Esse segundo filme está um pouco mais colorido que o anterior, porém isso só o tornou esteticamente mais belo. Estamos falando de um filme infantil e o que esperar dele, se não algo que prenda o telespectador aos seus efeitos visuais? 

Além de um roteiro inteligente que sarcasticamente brinca com o machismo da época, o Alice Através do Espelho também está muito bem organizado e soube aproveitar muito bem suas quase duas horas de filme. 

Acertou em alguns pontos, mas falhou em outros, deixou a desejar quanto à atuação de alguns atores, como, por exemplo, Anne Hathaway e Johnny Depp que estão interpretando papeis infantilizados em demasia - o que pode provocar um certo incomodo. 

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