terça-feira, 11 de abril de 2017

Resenha: Meu Jeito Certo de Fazer Tudo Errado (Klara Castanho e Luiza Trigo)


Lembro da birra que eu fiz para conseguir o Meus 15 Anos da Luiza Trigo. Na resenha, eu falei da autora como se fosse a maior destruidora de lares que você respeita. Estou dizendo isso, porque eu quase repeti a cena ao ver o Meu Jeito Certo de Fazer Tudo Errado, o mais recente livro da Luiza, mas agora bem mais da Klara do que da própria Luly. O livro nasceu de uma amizade que teve início na Bienal de 2014 e também de alguns rascunhos da Klara para um projeto. E assim como o Meus 15 Anos, Meu Jeito Certo de Fazer Tudo Errado está uma delicinha de ser lido. Vale a pena.

No livro, Giovanna acabou de se mudar de Campinas para São Paulo contra sua vontade. Não estava nos seus planos ir a São Paulo justo no início do ensino médio, mas como os negócios na agência de moda dos seus pais estavam indo tão bem, eles decidiram levá-lo mais adiante, e ela não teve escolha, senão ir se acostumando com o seu mais novo lar.

E por estar no auge da adolescência é que o livro se torna interessante, pois ele trata de temas bastantes clichês com um público que, se ainda não viveu, viverá muito em breve. Serve como um guia, contendo os vacilos da adolescência (lê-se drogas, más influências e a adolescência herself). 

O livro tem aquela vibe de Garotas Malvadas (2004), e eu amo Garotas Malvadas. Sem muitos esforços, você consegue encaixar cada personagem do livro nas personalidades das personagens de Garotas Malvadas: Nanna seria a Cady, Manu seria a Regina, Miguel seria o Aaron etc. E eu vejo isso como consequência de ter uma cineasta no campo da literatura. Desde Meus 15 Anos que eu tenho notado que ela vem usando as suas melhores armas para trazer leitores para o cinema - mesmo que de forma involuntária. E essa conversa entre as artes é incrível. 

Quando eu li Will & Will, eu não consegui distinguir quem era quem. Fui até a metade do livro jurando que só tinha um Will no protagonismo. Aí, toma epifania. O livro foi escrito pelo John Green e David Levithan, e cada um dos autores assumiu a responsabilidade de criar um dos dois personagens protagonistas, dos quais a história se intercalava a cada capítulo. Criativo. Mas por que eu estou falando isso? Porque as personagens do romance de Green e Levithan tinham personalidades próprias. Acredito que nenhum dos dois traziam características dos respectivos autores. Giovanna é a Klara Castanho. Não 100%, mas uma porcentagem suficiente para o "eu" falar mais alto do que o "ela". Não consegui desvincular a imagem dela enquanto eu lia o livro, e talvez você não consiga também.

Eu não vejo isso como algo negativo. Quem lê o meu blog, sabe que eu sempre tento escrever em primeira pessoa, tento externar o que eu realmente penso. Isso dá proximidade ao leitor. É confortante saber que você não está sozinho nessa. As pessoas têm buscado cada vez mais representatividade e não há lugar melhor para demonstrar isso do que em sua arte. 

Editora: Arqueiro / Páginas: 375 / Ano: 2017
ISBN: 978-85-8041-651-0 / Nota: 5

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segunda-feira, 13 de março de 2017

Golden Hour - Fotografia com Jhoanny Perez

golden hour
Imagem: Jhoanny Perez

Finalmente escrevendo sobre Golden Hour, e logo para o início deixo meu agradecimento a Jhoanny Perez por ceder algumas fotografias do seu mais recente trabalho, porque, se não fosse ela, sabe Deus quando essa postagem sairia. Estou tão sem tempo para fotografar que nem selfie eu tenho tirado ultimamente. Amém, Jhoanny Perez.

A Golden Hour, ou hora dourada, hora mágica, enfim, como você preferir chamar, é o momento passado uma hora do nascer do sol e o momento anterior uma hora do pôr-do-sol que causa um efeito dourado nas fotografias como essas maravilhas tiradas pela Jhoanny Perez:

golden hour
Imagem: Jhoanny Perez
golden hour
Imagem: Jhoanny Perez
golden hour
Imagem: Jhoanny Perez

A dica mestre é prática. Sabendo que o horário propicio a conseguir esse efeito é uma hora depois do nascer do sol e uma hora antes do pôr-do-sol, encontrar o ângulo certo é com você. Mas seja rápido. Esse efeito tende a passar muito mais depressa do que você imagina. Tire bastantes fotos. Muito nem sempre é demais. Vale a pena lembrar que as fotos devem ser tiradas contra-luz, caso contrário o laranja obtido não será o laranja desejado. 

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